quarta-feira, 12 de maio de 2010

e eu a pensar.

e eu a pensar que seria para sempre.
e eu a pensar que bastaria gostar.
e eu a pensar que seria só isso.
e eu a pensar que me vais esquecer.
e eu a pensar que por agora não pode mesmo ser.
e eu a pensar que tu pensas que não penso em ti.
e eu a pensar que tu pensas que me esqueci.
e eu a pensar que tu pensas que não sofro.
e eu a pensar que por agora não pode ser mesmo.
e eu a pensar que talvez daqui a uns tempos possa ser.
e eu a pensar que agora não. Temos de mesmo de crescer.

sem mais devaneios, devaneio-me daqui para fora.

domingo, 29 de novembro de 2009

porque queres.

quando vais começar a querer-me? quando vais começar realmente a querer-me? quando vais querer o que sou? quando é que vais descobrir que o que queres é o que eu sou? quando é que isso vai acontecer? quando é que vais parar com isto? pára com isto. estás a ofender-me. estás a magoar-me. já chega. já te disse que estou aqui e que é aqui que vou ficar. já me disseste que me querias aqui. deixa-te disso. deixa-te disso. por favor deixa-te disso. um dia já não vou conseguir pedir-te mais. um dia já não vou ter voz. um dia já não vou poder mais. um dia vou ficar exausta.um dia vais mandar-me embora sem dares por isso. e tudo o que eu te havia pedido era para confiares em mim.

sem mais devaneios, devaneio-me daqui para fora.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

toque.

as mãos. a boca. a lingua. ficamos por aqui. não ficamos. como ficamos? diz-me como ficamos. vamos outra vez, deixamo-nos disto. gosto de ti assim. tenho medo de mim por me poder magoar. por não conseguir confiar totalmente. não me magoes. só uma vez. de todo. fica comigo, não me deixes aqui. diz-me que sim, diz-me isso. só mais uma vez. agarra-me, não me largues. tira a mão. não tires. abraça-me porque eu preciso-te.
fica comigo. fica. fica.

sem mais devaneios, devaneio-me daqui para fora.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

portas.

Quando pensava que já sabia tudo, a vida prega-me uma chapada moralista e pede-me para acordar pois eu ainda não vi tudo o que havia para ver...

sem mais devaneios, devaneio-me daqui para fora...

domingo, 13 de setembro de 2009

why can't you ever show up?

i know it's late but you left the taste
oh boy, i know it's wrong to say
but i need a man tonight to keep me safe
don't tell me that she's the only one
that you just can't come along
i'm pretty sure we'd come together
oh why can't you ever show up?

come on now, don't leave me hanging
because i can feel your taste for days
you leave a track and you know i'm coming
so leave the door open, you know it's safe
you say you gotta get along
but you just can't say why to me...
oh boy please you gotta tell me why
why can't you show up no more?

those long long forbidden conversations
that you knew we shouldn't have...
and yet you treat me like your sister
and i feel that you're my brother
why do you do this to each other?
why can't you just leave it alone?
come knock on your sister's door...
oh i bet i would not ignore
why can't you show up no more?
i said why can't you show up no more?

it's getting late and i'm so tired...so please won't you knock on my door..
you sassy man...and i swear i won't ignore.....

sem mais devaneios, devaneio-me daqui para fora...

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

o nicho.

Chegamos a um ponto na nossa vida em que temos de pensar: será que queremos permanecer na alçada dos nossos pais, ou será que que nos queremos emancipar?
Deixar aquele que um dia foi o nosso lar é uma ideia bastante assustadora mas que faz um certo sentido. Sair de casa para perseguir os nossos sonhos, faz de nós ambiciosos.
Dou por mim numa fase da minha vida, na qual ponho isso em questão. Para mim, abandonar o local - mais em termos espirituais e não em termos físicos - onde sempre me senti segura é assustador e ponho muitas vezes em causa se estarei a tomar a decisão certa. E depois penso que estou maluca e que não passo de uma rapariga sem "garra". O facto é que os nossos pais, por norma, saiam muito mais cedo de casa. Tudo bem, em termos económicos não nos encontramos numa fase muito estável mas...mesmo assim...

Sem mais devaneios, devaneio-me daqui para fora.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

inércia.

Dou por mim paralisada porque, na minha opinião, já tudo foi visto. E o que é que vou escrever agora? Será que farei a diferença? Ao querer impressionar fico parada sem me conseguir mexer, sempre a tentar impressionar, sempre a tentar chocar. E no entanto, quando olho para trás fiquei sempre na projecção da ideia. Nunca a executei.Será que é agora? Será que me vou lançar? O pânico sempre fez parte de uma outra vida que não a minha e ao vê-lo aproximar-se da sua vítima mais recente, resigno-me. Porquê? Não sei.

Sem mais devaneios, devaneio-me daqui para fora.