segunda-feira, 7 de setembro de 2009

o nicho.

Chegamos a um ponto na nossa vida em que temos de pensar: será que queremos permanecer na alçada dos nossos pais, ou será que que nos queremos emancipar?
Deixar aquele que um dia foi o nosso lar é uma ideia bastante assustadora mas que faz um certo sentido. Sair de casa para perseguir os nossos sonhos, faz de nós ambiciosos.
Dou por mim numa fase da minha vida, na qual ponho isso em questão. Para mim, abandonar o local - mais em termos espirituais e não em termos físicos - onde sempre me senti segura é assustador e ponho muitas vezes em causa se estarei a tomar a decisão certa. E depois penso que estou maluca e que não passo de uma rapariga sem "garra". O facto é que os nossos pais, por norma, saiam muito mais cedo de casa. Tudo bem, em termos económicos não nos encontramos numa fase muito estável mas...mesmo assim...

Sem mais devaneios, devaneio-me daqui para fora.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

inércia.

Dou por mim paralisada porque, na minha opinião, já tudo foi visto. E o que é que vou escrever agora? Será que farei a diferença? Ao querer impressionar fico parada sem me conseguir mexer, sempre a tentar impressionar, sempre a tentar chocar. E no entanto, quando olho para trás fiquei sempre na projecção da ideia. Nunca a executei.Será que é agora? Será que me vou lançar? O pânico sempre fez parte de uma outra vida que não a minha e ao vê-lo aproximar-se da sua vítima mais recente, resigno-me. Porquê? Não sei.

Sem mais devaneios, devaneio-me daqui para fora.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

um ritual na noite.

Pois bem...mais um ano passou e mais uma temporada de rock desmedido no Palácio de Cristal se passou. Tenho de admitir que este foi o primeiro ano que pratiquei o ritual e em nada estou arrependida.
A começar com a primeira noite onde me deleitei com Dead Combo - uma banda que nos faz viajar incessantemente por trechos da nossa vida onde colocamos, involuntariamente, esta maravilhosa banda sonora.
Seguindo para Deolinda- uma desilusão pegada, visto que pensei que ia gostar mas ao final da terceira música os meus dentes rangiam e o meu cérebro pedia um final rapidamente abrupto. Cheguei à conclusão que Deolinda tem piada numa dose muuuito pequena, mas quando ultrapassa essa quantidade, passa ao desnecessariamente doloroso. Note-se que neste dia encontrei todo o tipo de pessoas, algumas das quais já não via há bastante tempo - é sempre bom revermos caras conhecidas em ambientes festivos como este.
No segundo dia, rendi-me pela segunda vez a Mão Morta - o Sr. Adolfo é sem dúvida um peculiar poeta que nos deu uma valente lição de história sobre o palácio. Se eu tivesse um professor com uma voz tão pujante e profunda como este sr, tinha com toda a certeza saído muito melhor nas minhas aulas. Neste dia, para meu espanto a afluência populacional já não foi tanta.

Em suma, gostei bastante destes dois dias, onde os cantinhos daquele local se tornaram ainda mais mágicos.

Recomenda-se!!

Sem mais devaneios, devaneio-me daqui para fora (pq ha que pôr o sono em dia!)

sábado, 29 de agosto de 2009

ausência.

Depois de muito tempo sem escrever neste blog, estou de volta. Não que tenha muita gente para assistir aos meus devaneios ocasionais, mas acho que este blog desempenha o papel de libertação psicoógica e tudo mais.

Estava ontem na minha residência antiga a esvaziar o resto dacasa (ou pelo menos a tentar), parece que aquilo vai enchendo gradualmente ao invés de se esvaziar e dei de caras com algo que me era muito querido, uma câmara fotográfica que julgo ter pertencido ao meu pai. Esta câmara é uma raridade e data de 1978, ouseja, é bastante antiga.

Passo a exibi-la aqui.


Por vezes sabe bem, reencontrar algo que nos faz voltar atrás e reviver coisas que podem ser tanto boas como más.

After all, it's all part of the journey


Sem mais devaneios, devaneio-me daqui para fora.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

domingo, 1 de março de 2009

babuska.


a minha protectora. a minha alma gémea. a minha boneca russa. a minha marota. a minha comilona. a minha tudo.tudo. eu para ti e tu para mim.

sem mais devaneios, devaneio-me daqui para fora.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

passado.

Neste fim de semana que passou estava eu a empacotar as minhas coisas quando encontrei algo que julgava permanentemente perdido; um livrinho onde escrevia pensamentos há uns anos atrás. Nas próximas publicações vou começar a publicar alguns desses textos ( bem sei que algumas pessoas não gostam de muito texto, mas este é de leitura fácil).



"Não te sentes estúpido agora?
Estúpido e estupidamente ignorante...
Agora que sabes... Sabes o que não devias saber..
A rotineira cor dos meus olhos mudou.. Tornou-se palidamente sangrenta graças ao vácuo que suga crentes de um santuário em ruinas...
Transe...
Em transe..
Hipnoticamente em transe...
O orgasmo já não é o mesmo..
É dolorosamente vazio e pesaroso...
Os meus pêsames ao que permanece impavido e sereno perante a felicidade constante da vida.."

(2007)